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sábado, 24 de junho de 2017

SAPO


    Existe um ditado popular “engolir sapos e lagartos", rebuscando os dados no subconsciente deparo-me com esta frase e pior engolindo não só sapo ou lagartos mais vários répteis, não basta ser bom moço, bom amigo, bom camarada ou mesmo boa pessoa, sempre tem algo faltando aos mais exigentes, doar-se não basta tem que ser mágico, adivinho ou vidente para satisfazer aos mais requintados prazeres de um próximo, em um passado não distante falava sempre: Primeiro tenho que ser e está feliz para fazer a felicidade de quem quer que seja” agora não, o próximo é que sente prazer em fazê-lo infeliz e triste para sentir-se realizado e feliz, sempre o deixando cabisbaixo, temos que ser sensitivo para detectar estes momentos se não o humor ciatalgico adormece vindo a tal insensibilidade.
   Recentemente contratado por um Shopping e uma Editora para contar História em um lançamento a autora desconhecida por mim, de título “O sapo que não queria ser Príncipe“, foi maravilhoso e a receptividade das crianças e dos pais também, analisando o contexto do sapo ele está coberto de razão em querer continuar como está no brejo, porque uma princesa iria transforma-lo em príncipe se ele tinha todas as sapinhas a sua volta e era muito feliz. A mudança nas vidas humanas ela é irrefutável acontecer, a cada instante passamos por mutações, metanóis e metamorfoses inquestionável, o tempo se incumbe de realiza-la independente de nossas vontades, quando damos por si já nos transformamos em príncipes independente de sermos beijados por uma princesa, ficamos nove meses em um brejo placentário e começamos a nossa trajetória principesca em um reino não escolhido e sim imposto, passando a engolir sapos e lagartos a todo instante.
                                                                                                  
ALCLEIR ALCANTARA – LAMPEJOS POÉTICOS – 13/01/2015      

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Palavras são Sementes
vamos seguir espalhando um pouco delas....